O PLISSADO AGORA É DESCOLADO

O PLISSADO AGORA É DESCOLADO

O PLISSADO AGORA É DESCOLADO

Elegância, romantismo e delicadeza. Quando pensamos em plissados, essas são logo as primeiras palavras que nos ocorrem. Na verdade, pra nós, da LOF, quando falamos em plissado nos vem logo Rafaella Caniello e sua marca Neriage à cabeça. Com a aderência cada vez maior dos códigos das ruas no nosso dia a dia e, claro, nas passarelas, as peças plissadas ganharam espaço no guarda-roupa das pessoas mais sintonizadas com a moda e perdeu o status de "clássico" e passou a ser super interessante.


As pessoas estilosas que desfilam fora das passarelas, mais especificamente nas ruas próximas de onde acontecem os desfiles durante as semanas de moda ao redor do mundo, passaram a serem vistas fazendo combinações, até então, inusitadas: plissado e tênis, plissado e camiseta, plissado e camisa jeans. 


Essa técnica de beneficiamento de matéria-prima têxtil é antiga. Um dos ateliês mais antigos e que ainda hoje está em plena atividade é o Ateliers Gérard Lognon, situado em Paris. Há 4 gerações a técnica de plissado é passada dentro da família. A tradição de produzir pregas de altíssima qualidade vem desde o reinado de Napoleão III e, nos dias de hoje, atende clientes com padrões elevados de exigência, como Chanel, Christian Dior e Hermés.



O plissado pode ser desenvolvido tanto manualmente como por máquinas. A diferença é que, quando produzida por meio de técnicas manuais, as pregas tendem a ficar com até um centímetro ou de tamanhos maiores que isso; já com a utilização de maquinário específico, os plissados podem ganhar espessuras bem menores, chegando a milímetros.


Pra se chegar ao efeito do plissado, o tecido é colocado em moldes que contém a forma deseja para o efeito final da técnica, e aquecido. A grande maioria das composições dos tecidos aderem o plissado; a diferença é que os naturais, com o passar do tempo, vão se desfazendo. Já o tecidos com fibras sintéticas tendem a demorar bem mais tempo para começarem a perder o efeito.


Existem várias formas de plissados que vão desde a variação de tamanho das pregas, até a junção de técnicas diferentes para um novo resultado. Um exemplo é o plissado xadrez, em que o tecido recebe a técnica no urdume e na trama. Ao final, o efeito fica similar a de quadrados em profundidades diferentes. 


Pra quem está pensando em começar a usar a técnica em uma coleção, vale muito à pena olhar todos os desfiles já feitos pela nossa mestre de plissados, a Rafa Caniello, à frente da Neriage. Além disso, é importante lembrar que o plissado é uma técnica que consome uma quantidade grande de tecido, que pode chegar até 80%, ou seja, a cada metro de tecido, se pode "perder" 0,80cm e ficar com apenas 0,20cm.

Deixe um comentário

* Necessário

Os comentários devem ser aprovados antes de serem publicados